17 novembro, 2006

Mundo


"Quando a chuva cair
Claro que vou correr...
Mas não vou deixar de curtir o vento
Somente porque ele precede a tempestade... "

Bom findi...

Por: gaúcha


Ilustração:Stephanie Pui-Mun Law

14 novembro, 2006

Arrivederci, Roma


Sempre tive uma queda por grandes cidades. Quando morava no interior, apesar das belas paisagens e do ar puro, fazia-me falta a vida, o movimento de São Paulo. Quando voltei, passados os primeiros tempos de adaptação do meu olhar – que àquela altura já era interiorano – me senti de novo em casa. A sensação de multidão, de diversidade, de inesperado me seduz. Sou bicho de cidade grande, apesar de todas as suas mazelas.

Natural, então, que uma das minhas maiores expectativas na peregrinação à Itália fosse a nossa visita a Roma, a Cidade Eterna. Como última parada do itinerário, nos prometia um gran finale. E por tudo que já conhecíamos e tínhamos lido, ouvido falar sobre ela, era nosso suspense constante. A cada cidade, a cada beleza inacreditável que víamos, pensávamos: o que encontraremos, então, quando chegarmos a Roma?

Expectativas contrárias, da mesma forma, não faltaram. Nos diziam que o povo de Roma seria intransigente, distante, pedante. Que em Roma não encontraríamos o mesmo tratamento que nos dispensavam no interior, onde fomos acolhidos como filhos e amigos. Que em Roma chove muito, embora seja uma cidade quente e abafada (nada a que nós, paulistanos, não estejamos acostumados). Que lá não se pode confiar em qualquer um, que se deve manter as bolsas e sacolas sempre à vista (alguém já viu isso em algum lugar?).


Bem, esperamos. E finalmente, no dia 20 de outubro, chegamos a ela - que nos recebeu com chuva, a primeira depois de 25 dias de sol na Itália. No dia seguinte, mais chuva. Mas nós, bravos paulistanos que somos, colocamos a bolsa nas costas e saímos explorando aquele mundo tão diferente, tão novo para nós.

E vou te falar, mano: Roma é tudo de bom. Para ela, faltam palavras. Ali, reconheci de cara esse espírito meio vagabundo das cidades grandes. Secular, milenar, porém. Uma cidade com todos os problemas da atualidade – mas talvez a única capital viva do mundo que é construída em cima de história pura, das ruínas e trajetórias de três ou quatro civilizações diferentes.
Muitas vezes não vale a pena pegar ônibus ou trem para conhecê-la, apesar de as distâncias serem grandes. Uma caminhada acaba sendo útil para queimar as gorduras de quilos e quilos de macarrão e pizza e para descobrir seus segredos, encravados entre as ruas de arquitetura medieval e clareiras urbanas: vire uma esquina e você dará de cara com a Fontana de Trevi. Outra, com uma das famosas piazzas onde foi filmado este ou aquele filme. Outra, com a igreja que abriga alguma obra de arte. E para descansar, uma parada em algum dos inúmeros pontos do comércio de rua - que durante o dia é uma festa. Pode-se encontrar de tudo nas barracas dos ambulantes de Roma: desde vestidos de noite até uma cozinha completa.

Bem verdade que, na correria de todos os dias, o habitante de Roma nem sempre consegue desfrutar ou explorar todos os seus tesouros – um pouco como nós paulistanos, que passamos todos os dias pelas belezas (escondidas ou não) da nossa cidade e só reparamos, de novo e de novo, no trânsito. E o trânsito de Roma é uma loucura, muitas vezes pior, penso, que o de Sampa - especialmente no centro da cidade, onde não se pode entrar de carro, salvo com autorização especial (ponto para as famosas motos italianas que dominam a cidade, ágeis, capazes de driblar o espaço reduzido das ruas seculares melhor do que os grandes carros modernos). Mas o romano que se preze, que ama e se orgulha de sua cidade, gosta de mostrar os tesouros da capital. Sem problema se o dia de trabalho o impede de acompanhar um visitante: a noite romana também é imortal.

Roma não possui um grande bairro de bares, uma "Vila Olímpia" ou uma "Vila Madalena". Mesmo nas regiões onde se concentra a vida noturna, os bares e danceterias são distribuídos pelas vielas, becos, em todos os lugares onde seja possível construir algo novo sem ferir o patrimônio histórico - diligentemente vigiado pela prefeitura. Em compensação, seus espaços abertos e as praças oferecem cumplicidade ao explorador. Não vou me esquecer da emoção que senti ao virar uma esquina, tarde da noite, e me deparar pela primeira vez com a silhueta monumental do Pantheon, iluminado pela luz indireta dos barzinhos em volta. De calar a garganta.


Para terminar bem o passeio noturno, vale a pena uma visita ao Rio Tevere. Os habitantes de Roma não colocam o rio que a corta a cidade entre as maiores belezas urbanas – talvez imaginando uma competição injusta com outros rios europeus. Mas o Tevere, discreto, escuro, quieto na sua luta contra a poluição (fenômeno que envergonha os romanos que, inocentes, nunca sentiram o cheiro do nosso pobre Tietê), tem um charme único - com sua ilha fluvial à qual se chega à pé, atravessando uma das suas belas pontes, e de onde se tem uma visão privilegiada das margens do movimento urbano.
E as ondas do Tevere, silenciosas e frescas no escuro de Roma, levam os sonhos de uma marinheira de primeira viagem em sua última noite na cidade, coroando um mês de intensa descoberta da alma. Decididamente, um gran finale. Arrivederci, Roma. :)


A foto lá em cima foi tirada em uma das pontes do Tevere - de uma simpatia que está em moda na cidade. É inspirada num filme italiano (não consegui descobrir qual) de alguns anos atrás, em que um apaixonado coloca uma corrente em uma pilastra da ponte, com seu nome e o nome da amada. Desde então, podem-se ver correntes com nomes de enamorados por todo o rio. :)


por Paulista

07 novembro, 2006

Olha o livro, olha o livro!!





Bom..depois dessa viajem maravilhosa pela Itália proporcionada pela nossa mana Jubs fica difícil escrever alguma coisa que possa superar tudo isso!!
Mas, como não tá morto quem peleia, vou falar sobre uma coisa muuuuito típica aqui de Porto Alegre..uma coisa que faz com que os gaúchos parem de comprar livros logo no início do ano e deixem seus “ranchos” literários para os meses de Setembro e Outubro...Mais precisamente para a época da FEIRA DO LIVRO de Porto Alegre.
E com certeza a espera vale à pena..além de muuitas bancas com livros de tudo quanto é editora e assunto, os preços são absolutamente dignos de uma feira livre!!
Tem para todo tipo de freguês: descontos de 20%, cheque para trinta dias e os balaios..os maravilhosos balaios com livros de 2 a 10 “pila”..uma fartura!
Mas o chimarrão sempre presente! (embora eu ainda não me arrisque a me debruçar sobre os livros com uma cuia cheia de água na mão!)
Só para vocês terem uma idéia, em dois dias de visita compramos 10 livros...de tudo quanto é assunto, o que é melhor!!!
Típico também é a chuva.Feira do Livro sem chuva não tem graça...e com a chuva, temos o efeito lajota rolando, não esqueçam!!!
Essa é Porto Alegre...cidade de gente bacana, culta, que lota uma praça, mesmo com chuva para ver e comprar bons livros!
Depois de saciar a fome de cultura uma caminhada até o fim da feira e...
Ops..caramba meu, cadê a barraca do pastel??
Ah..isso faz falta!E como !!!


http://www.feiradolivro-poa.com.br/

Por:gaúcha que não abandona um bom pastel

03 novembro, 2006

Esse é um novo país


Drops de um olhar brasileiro sobre a Itália

********************

O território italiano tem uma história que data de mais de 5 mil anos antes de Cristo. Mas a Itália só existe a pouco mais de 100 anos. Foi unificada como país há muito menos tempo do que os nossos quinhentos anos de história. Mesmo assim, eles acham que a gente nem suspeita do que se trate a história do império romano, ou as idas e vindas da Idade Média. Acham que na escola a gente aprende história só a partir do ano de 1500. Mal sabem que a gente vê três vezes ao longo da vida escolar o sistema social do Feudalismo, mas não sabe construir uma frase em Tupi-Guarani.

De forma que a Itália, ela mesma, é um país mais jovem do que o nosso. Mas que não aceita subestimar as suas origens. Eles sabem a idade e o histórico de cada granitinho que encontram num sítio arqueológico qualquer (e a Itália inteira é um imenso sítio arqueológico, incluindo Roma, onde não se pode fazer um túnel de metrô sem encontrar vestígios de alguma das muitas civilizações que construíram suas casas sobre as civilizações de outros). A grande lição do povo italiano é a forma como preservam seu passado.

O futuro, em compensação, ainda é um pouco incógnito para eles. Há pouco mais de dez anos, deixaram de exportar pessoas para o mundo e passaram a recebê-las. A imigração e os problemas sociais decorrentes disso são assunto novo e desconcertante para o italiano, que ignora os africanos cor moreno-cinza, vindos da vizinha Tunísia, que passam por entre as mesas de bares vendendo rosas. A falta de resposta para eles, que gastam quase 5 minutos em cada mesa, falando e segurando flores, esperando um olhar que não vem, é a mesma da falta de política para absorver os imigrantes.

Não pergunte a um italiano se ele é italiano: ele responderá "sou Genovês", "sou Romano", "sou Sardo". Porque Gênova, Roma e a Sardenha, de onde eles vêm, já existiam muito antes da Itália. As cidades, mesmo que seja separadas por apenas 50 quilômetros, possuem dialeto, datas festivas e vestimentas totalmente diversas umas das outras. Antes de serem cidades, eram vilas formadas em volta de castelos independentes. Cordiais entre si, quase sempre. Iguais, nunca. Há quem diga que os italianos pularão etapas num futuro próximo, culturalmente falando: passarão de cidadãos "regionais" diretamente a cidadãos da UE, sem passar pela auto-identidade da unidade nacional. Talvez seja exagero, mas não deixa de ser uma idéia comprovável em alguns casos.

Andar uma distância de 100 kilômetros de carro é tarefa pra uma tarde inteira. Como 100 km é uma distância muuuuuuito grande, é necessário parar em postos na estrada umas duas ou três vezes ao longo do trajeto. Para tomar um café e descansar.
Mesmo na cidade, o hábito de parar para tomar um café é intensamente exercitado. Mais um menos de dois em dois quarteirões, mesmo que você esteja a cem metros do seu destino.

Na Itália a internet é assunto de trabalho. E raramente alguém leva trabalho pra casa. O hábito de navegar sem rumo pela web não existe, ou existe só para os mais jovens - assim mesmo, não todos.

Eles se espantam ao saber que o Brasil tem uma cidade de 16 milhões de habitantes (Roma tem cerca de 3,5 milhões), e que num país do tamanho do Brasil se fala, em todos os lugares, a mesma língua. Se espantam em saber que temos inglês já na escola fundamental. E que, ao contrário deles, conseguimos falar inglês com uma sonoridade minimamente parecida com... o inglês.

O italiano é bem-humorado, comilão, falastrão e muito, muito latino. E fala idiomas latinos, o que facilita muito as coisas. Alguns dialetos são mais parecidos com o português do que com o próprio italiano. Em uma janta, nosso anfitrião resolveu cantar à mesa uma música em dialeto sardo. Os italianos mais jovens não entenderam a letra. Nós, brasileiros, sim.

Infelizmente, não se ouve muita música italiana contemporânea no rádio. A música norte-americana domina as paradas, muito mais do que aqui (aliás, li em algum lugar que o Brasil é o único país da América Latina onde a música nacional vende mais do que a estrangeira).
Em compensação, é bacana ir numa balada e de repente ver todo mundo, a tantas horas da madrugada, parando de cantar em inglês pra dançar uma seleção de Tarantellas. E com coreografia.

Ninguém pede pizza de oito pedaços pra dividir entre os presentes à mesa. Todos pedem pizza individual. E a pizza individual é gigantesca. Mas boníssima.

Os vinhos italianos são simplesmente inacreditáveis. Mas cerveja boa, mesmo, é a nossa. :)

por Paulista

01 novembro, 2006

Esse é o meu país


Em 40 dias de peregrinação além-mar, aprendi que:

- Estamos acostumados a todas as cores da aquarela. De verdade. É estranho andar em um lugar onde não há japoneses que não sejam do Japão, não há ruivos que não sejam irlandeses, não há loiros que não sejam alemães. A falta de variação incomoda.

- O passaporte brasileiro é recordista em falsificações. Porque não existe um tipo brasileiro: somos de todos os tipos.

- Alguns acham que SP e o Rio são a mesma cidade, e que carioca quer dizer brasileiro.

- Tem gente que acha que aqui se fala espanhol.

- Mas tem gente que acha que falamos "brasiliano". Português, só quem já foi pra Portugal.

- Tem gente que sabe que a primeira Imperatriz brasileira era austríaca, mas não sabe que o primeiro Imperador brasileiro era português. A pátria lusa não é muito cotada na Europa. Mais um traço de identificação?

- A Garota de Ipanema vai ser sucesso lá fora mesmo daqui a mil anos.

- Toquinho também, acho eu.

- Caetano e Gil, só para iniciados.

- Um bar pode se chamar "Café Brasil" e não ter nada brasileiro pra servir.

- Todos adoram os brasileiros.

- E muitos acham que as brasileiras estão aí pro que vier e der.

- O nosso metrô é o melhor do mundo. Sério. A gente consegue ver através das janelas, que não estão totalmente ofuscadas pelas pixações. E consegue não sentir cheiro nenhum nos túneis.

- Aqui as coisas não fecham pro almoço, pra reabrir às 16h30 da tarde.

- É legal ficar feliz ao ouvir o Virundum em algum lugar.

- É legal ter saudade de Sampa.

- É legal ouvir alguém falando português com você, ainda que o português de Portugal.

- É legal sentir a afetividade de um povo tão latino, que tem coração parecido com o nosso.

- É legal ver que aqui tem fila pra idosos, pessoas com deficiência e grávidas.

- É legal ver que muitas pessoas lá fora fogem do senso comum e entendem o Brasil, mesmo sem serem brasileiros.

- É legal gostar mais do seu país depois de sair dele por um tempo.

"Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta".
(Yung)



por Paulista

Dias das Bruxas, minha Bruxa!

Aqui no Sul é muito comum ouvir a galera dizendo:

- E ae meu bruxo?
- Como é que tu tá minha bruxa?

Curiosa com a saudação usada pelos gaúchos fui atrás de seu significado (que, obviamente, não era aquele que eu conhecia...)
Bom, para a gauchada, bruxo e bruxa são aquelas pessoas que você tem admiração, que você gosta.Para os envolvidos em movimentos feministas e/ou comunistas também é uma forma de identificação (me corrijam se estiver errada!)
Bom, para mim que estava acostumada a outro tipo de bruxaria (hehe) valeu a pena conhecer essas outras aplicações do termo...Confesso que já adicionei ao meu vocabulário, embora ainda não consiga sair por aí chamando todos de bruxos e bruxas...

Mas falando em bruxas, esta semana comemoramos o Dia das Bruxas e como eu estava viajando com minha vassoura mágica por aí, publico esta homenagem, atrasada, porém muito especial para todas as irmãs da Arte e principalmente para a Mana Jubs, uma grande BRUXA para mim, em todos os sentidos ;)

Espero que gostem!

Mas e ae minha Bruxa, como foi seu dia aí em Sampa???

A LUA DA CURA
Eu tô grávida
Grávida de um beija-flor
Grávida de terra
De um liqüidificador
E vou parir
Um terremoto, uma bomba, uma cor
Uma locomotiva a vapor
Um corr
edor
Eu tô grávida
Esperando um avião
Cada vez mais grávida
Estou grávida de chão
E vou parir
Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar
Dar à luz
Eu tô grávida
De uma nota musical
De um automóvel
De uma árvore de Natal
E vou parir
Uma montanha, um cordão umbilical
,
um anticoncepcional
Um cartão postal
Eu tô grávida
Esperando um furacão, um fio de cabelo, uma bolha de sabão
E vou parir
Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar
Vou dar a luz

Grávida
(Marina Lima / Arnaldo Antunes)


“A primavera esparramava-se sobre a cidade como se a mítica nádega de Baubo estivesse exposta,indicando aos mortais que mais uma vez Perséfone se atirava nos braços de Deméter: senhora dos mistérios da terra.Guiada por uma insaciável fome de histórias, eu a seguia como antiqüíssima beata grega, molhando com água-de-cheiro os caminhos por onde seus pés de cristal pisassem.
A roda do ano já havia se enroscado no laço de sua gravidez redonda
e se preparava para engolir os dias e mais uma vez emprenhar.eu, que percorrera as curvas sinuosas do tempo, sentia-me prestes a dar à luz.Porém,intuía a Lua me avisando que o nó ainda não estava arrematado e ainda havia muita coisa no caminho.”


Márcia Frazão em O Feitiço da Lua

Haha! Acharam que fosse meu, heim???
Quem me dera!!!
Por: gauchita

27 outubro, 2006

Os Girassóis de Giruá


Viajar tem sido parte da minha vida..
Além das viagens pessoais (visitando a família e as amigas em Sampa), meu último emprego me proporcionou conhecer algumas cidades do interior paulista.No atual, tenho visitado várias cidades do Rio Grande do Sul e tudo tem sido maravilhoso!
Como boa aquariana que sou, adoro conhecer lugares, pessoas e costumes diferentes.Algumas vezes não dá, pois o trabalho ocupa todo o tempo, mas outras dá para espiar a cidade e comer um prato típico, mesmo que seja na fila da rodoviária!!!
Pois bem; foi com esse espírito de aventura que me mandei para Giruá.Uma cidade a 490 Km de Porto Alegre, região Noroeste do Estado, bem próximo à Argentina...Seis horas e meia de ônibus.Básico.
Curiosa sobre o que a cidade reservava, fiquei com as antenas ligadas e logo ao desembarcar no hotel (cheguei as 7:30 da manhã) reparei um campo amarelo, que se destacava das demais plantações (a paisagem dessa viagem é maravilhosa..as plantações, os campos a perder de vista...tudo muito bonito..o cheiro de terra...).
Fiquei com aquela imagem na cabeça...o que seria aquilo?Flores, certamente, mas quais???
O dia todo de trabalho fez a imagem sair do pensamento.Mas não do coração: voltando ao hotel perguntei ao Neto (taxista) que plantação era aquela.
A resposta veio com um largo sorriso: “Girassóis..coisa mais linda! Bonito mesmo é ver o por do sol lá no meio deles...pegar uma máquina e tirar uma foto bem no meio das flores..amanhã te levo lá, se quiser, antes de pegar o ônibus...daí você tira umas fotos..”
Claro! A criança dentro de mim respondeu antes que eu pudesse pensar!
Fotos! Máquina!
Ops...
Não levei máquina..
Claro, fui à trabalho..não imaginava encontrar uma paisagem daquelas..
Bom, na manhã seguinte fomos até a plantação.Foi uma passada rápida, mas valeu muito a pena...além da beleza das flores, da imensidão da plantação, do sol estalado e do céu sem uma nuvem..havia algo de mágico naqueles girassóis...alguma mensagem secreta da mãe terra chegou naquele momento.Muito louco de explicar...somente estando lá para entender...
Voltei para casa com a mochila da vida mais leve, porém muito mais cheia..
Dá para entender???
Fica a dica: incluam a Rota das Missões na lista de lugares para se conhecer no Sul.Cidade linda, pessoas lindas.
Vale a pena!

Ps:na falta de foto original, busquei essa na internet.Depois publicarei a foto de um girassol que eu trouxe para casa!

Por: Neo gaúcha

23 outubro, 2006

Botando água para o Chimarrão...

Nessa minha vida de gaudéria, uma tradição que abracei desde a primeira vez que aqui pisei foi a de matear com os amigos...
E como tive um belo e bom professor, hoje eu mesma preparo o mate lá de casa...tenho até uma mateira, que levo para lá e para cá, em nossos passeios pela Redenção ou Gasômetro...
E entre os vários segredos da arte de preparar o Chimarrão está o lance de não deixar a água ferver...
E para mim esse momento tem um sabor especial...enquanto a água esquenta, começo a pensar na vida...nas coisas que tenho para fazer, nos sonhos, nos anseios, nas pessoas...

Hoje os pensamentos da “Hora do Chimarrão” vão para a mana Jubs..tão longe e tão perto...que está curtindo a Itália amada e ouvindo “Mandrake e seus Cubanos” (Vixe..essa foi a frase mais hermeticamente nonsense que eu já escrevi...mas acho que a mensagem chegou, heim jubs??)

Fico feliz por ela, mas ao mesmo tempo a saudade bate e dá vontade de trazê-la de volta...aqui para POA, para colocarmos o papo em dia tomando um Chima juntas (ops...só eu porque acho que ela não gosta...); ou para Gramado, comendo chocolate...hum...

Ou até mesmo para este Blog...o Pastel tá fazendo falta e eu quase não estou dando conta de tanto Chimarrão que ando fazendo para a galera que aparece por aqui..

Falando nisso, a chaleira tá chiando e eu preciso ir..tem mais um mate para ficar pronto...mas fica registrada a saudade e a vontade de ter o ombro de mana aqui comigo...

E para terminar: alguém aí sabe, por acaso, onde eu guardei a erva mate??

Por: Gauchita


16 outubro, 2006

Ctrl C/ Ctrl V

Crise!

Existencial,
Criativa,
Paranormal,
Total!!!

Vontade de escrever, mas……ai que difícil!!!
Por isso divido com vocês esse texto que recebi há um tempão...infelizmente não tenho a fonte..é mais um daqueles e mails que recebemos que ninguém sabe quem escreveu..ou pior...assinam como Veríssimo ou Cecília Meireles...hahaha!

E como diz o site Terra: "Se você sabe o seu ascendente, leia-o para conferir a previsão"!!!

Espero que gostem!
;)

E para piorar essas datas aí em cima, “apertando” os textos novos....ahhhhhhhhhh!!!!!!!!
Alguém sabe como tirar isso daí???

:/

Por:Gauchita


ÁRIES
Esse acha que a cuia é dele! Tu tá recém pondo a chaleira no fogo, e ele já tá ali, perguntando se tá pronto. Esbaforido, sempre se queima, ou fica com a bomba entupida, pões que não tem paciência pra esperar que a erva assente. Dá-lhe um Trancaço, c diz que no Natal ele vai ganhar uma cuia só pra ele. Não te preocupa, que é loco manso.

TOURO
Ele primeiro vê se a cuia é linda, no más, e depois, fica ali, acariciando a dita, com cara de libidinoso. Como em geral, é guloso pra caraco, te passa o mate, mas fica te olhando atravessado, e ruminando...como é do seu feitio. Não vale a pena discutir com o bagual, pois além de cabeçudo, quase sempre é o dono da cuia e da bomba...

GÊMEOS
O vivente já entra no rancho falando e contando causo, trovando e atraqueando que é um inferno. Tudo com a cuia na mão. Até que o povaréu começa a ficar nervoso. Conselho: antes que esfrie até a água da térmica, saiam de tininho e vão tomar mate em outro lugar. Ele nem vai notar.

CÂNCER
Esse já pega a cuia com ar de desolado, pois que a cuia lhe lembra a mãe. De tão sentimental, às vezes, ate chora, lembrando do primeiro chimarrão (que a gauchada nunca esquece). Quando sente medo do escuro, dorme com a cuia embaixo do travesseiro. E tem pencas de cuias e bombas entupindo as as gavetas... de recordação, ele diz.

LEÃO
Loco o convicto, não é que me inventou de mandar gravar um brasão de família na cuia e outro na bomba? Só toma chimarrão se tiver um povo em volta pra ficar lhe olhando, e aí, aproveita, e desata a trovar e a declamar, esperando que lhe aplaudam. Sempre é bom não contrariar.

VIRGEM
Primeiro, ele lava as mãos e todos os apetrechos, depois, confere se a erva é ecológica, e por aí vai. Acha que, o certo mesmo, era cada um ter a sua própria cuia, bomba e mate. Mas, por via das dúvidas, carrega sempre um paninho que, discretamente, vai passando no bocal da bomba. Como é metido a botiqueiro, e conhece todo tipo de erva deste Rio Grande, enquanto mateia, vai dando receitas e curando, de lombriga a esquizofrenia.

LIBRA
Flor de fresco, chega a pegar a bomba com o dedinho levantado. Mas compensa, pelo senso de justiça. Só toma o mate depois que todo mundo já se serviu. Pra ele, matear, também pode ser sinónimo de namorar; daí que, se prenda, só faz roda de mate com a indiada marmanja, e, se marmanjo, põe açúcar e mel na cuia, e vai, todo lampero, pro Brique, ver se atrai as mosca, quer dizer, as moça.

ESCORPIÃO
Pega a cuia, e matreiro... sai de fininho para algum canto, remoendo traumas, encucações e toda a sorte de loucuras. Sem essa de que vingança é um prato que se come frio, pões que, na água quente do amargo, fica tramando seus planos de vingança (inclusive, e principalmente: Revolução Farroupilha, a revanche!). E, ai daquele que não lhe passar a cuia. Otro que tem fantasias sexuais com a cuia, com a bomba e com a térmica. Só não me pergunte quais.

SAGITÁRIO
Em geral estrangeiro, pois sagitariano que é sagitariano, nunca está em seu pais de origem; aqui, no Rio Grande, pode ser um carioca, paulista ou baiano que, sem entender nada de tradição, fica mexendo o mate, com a bomba como se o amargo fosse um milk-shake. Conheci um que queria misturar mate com fanta uva.

CAPRICÓRNIO
Inventou o tele-chimarrào com pingo-boy e tudo, e o chimarrão de negócios, o qual pratica toda a sexta-feira na sua empresa, que, aliás, exporta cuia, bomba, erva e demais aparatos para a gringolândia. Diz que já tá fazendo até japuca largar o chá e pegar a cuia.

AQUÁRIO
Rebelde até a última cuia, acha que esse negócio de chimarrão tá superado. Só não sabe pelo quê. Doido, mas metido a bonzinho, adora um povaréu; daí que, convida todo o vivente que estiver passando, pra sua roda de mate. Acha que se: o chimarrão fosse servido na ONU, o mundo seria outro.

PEIXES
Inventou a leitura de cuia e "recebe" entidades durante amateada.Se desconhece o tipo de ervas que usa... mas, diz que faz roda de chimarrão com os daqui e com os do além. Por isso, um conselho de amigo: se a roda de chimarrão for em outra estância, que volte de táxi.

Por: neogaúcha aquariana

05 outubro, 2006

Da-me um Cornetto, é pio crocante, é pio cremoso, é da Gelatto...

Adorava esse comercial.Lembro que era um casal, trocando cornettos e olhares românticos entre duas sacadas...depois, no colegial (quando a paixão por comerciais virou profissão) fiquei sabendo que foi filmado na Itália...achei mais romântico ainda!
E agora nossa Jubs está lá...conhecendo as belezas e delícias da Ilha de Sardenha, seus carneiros selvagens e logo chegará em Roma...
Está enamorada de Baco e pelo jeito apaixonada pelas pizzas....


COISA BEM BOA, como diriam os gaúchos!

Essas são as primeiras notícias, assim que souber de mais alguma coisa, escreverei...
Enquanto isso, fico com a responsa de manter o “pastel com chimas” vivo e sempre alerta..peço desculpas, mas a impressão é que toda a correria de nossa amiga Jubs ficou comigo também e só hoje consegui parar para escrever esse textinho!
Esta semana meu aquário está meio vazio...é difícil ser idealista nos dias de hoje...difícil quando a realidade te dá um tapa na cara..difícil pensar que o “ um mundo melhor” talvez nunca seja alcançado... acho que meu inferno astral se antecipou! Mas não dá nada, logo, logo estarei bem novamente (espero).
Enquanto isso, vou com meu amigo Chico...mandando notícias da terrinha para a amiga Jubs...
;)

“Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que, também, sem cachaça
Ninguém segura esse rojão”


Por: Neo gaúcha